domingo, 22 de novembro de 2015

Ikebukuro: uma opção além do óbvio em Tokyo

Quando se fala em Tokyo, o primeiro nome de uma localidade famosa que vem à mente não costuma ser Ikebukuro. Mas, quando estávamos procurando por hospedagens na capital japonesa para o primeiro trecho da viagem, nos depararmos com essa opção de bairro muito mais viável que os distritos mais centrais e mais populares, como Shinjuku e Shibuya.



Apesar de não ser uma região muito familiar para os estrangeiros, Ikebukuro apresenta características interessantes como uma opção de estadia em Tokyo: é um grande centro comercial e de entretenimento, reunindo grandes lojas de departamento (depaatos, lojas japonesas de múltiplos andares que mais parecem mini-shoppings), arcades e restaurantes, e possui uma grande estação de trem atendida por muitas linhas. Difícil não se encantar ainda com as ruas estreitas que cortam as avenidas largas e movimentadas, dando um ar misto de cidade grande e de interior.


















A Ikebukuro Station é a segunda estação de transporte sobre trilhos mais movimentada do mundo (depois da estação Shinjuku) e é servida pela JR Yamanote Line (linha circular que passa por alguns dos principais pontos da cidade, incluindo Shibuya, Akihabara, Shinjuku, Yoyogi e Harajuku), por mais duas linhas da JR, por três linhas do Tokyo Metro (incluindo a Marunouchi, que também passa por pontos turísticos famosos e é uma opção rápida para ir à Tokyo Station) e pelas linhas Tobu e Seibu.

Mas o que Ikebukuro tem de bom? Não vou perder tempo, quando podia estar indo direto para Shinjuku e Shibuya? Também nos perguntamos isso, mas, quando chegamos em Ikebukuro à noite, cansados, depois de mais de 24 horas de avião e cerca de uma hora de trem a partir do aeroporto de Narita, foi impossível conter a ansiedade de sair e começar a desbravar o Japão a partir daquela montanha de depaatos gigantes e depois finamente degustar de uma autêntica comida japonesa em um dos muitos izakayas (restaurantes populares com balcão) atraentes que vimos indo para o apartamento.

E, apesar de mortos de cansaço, não nos arrependermos. Primeiramente, fomos a umas das muitas unidades da BIC Camera espalhadas por Tokyo em busca de uma câmera legal para registrar a viagem. Essa rede de depaatos é especializada em fotografia, assim como sua concorrente direta Yodobashi.  Ambas as lojas oferecem uma diversidade de itens que vão desde produtos de beleza a eletrônicos em geral, materiais para desenho e pintura, artigos para o lar, materiais esportivos etc.
Apesar de as coisas em geral serem relativamente caras no Japão, comprar câmera fotográfica lá ainda é algo que compensa, mesmo com o real desvalorizado. Mas isso é assunto para outro post.

Outra loja que me chamou a atenção foi a Yamada Denki, um depaato bem em frente à BIC Camera de Ikebukuro. Eu estava me planejando para comprar alguns garage kits de Gundam apenas no dia em que fossemos a Akihabara, o paraíso nerd do Japão, mas acabei me deparando com um andar inteiro da loja dedicado a esses brinquedinhos de adultos. No andar de baixo, mais garage kits variados, porém de trens (uma mania japonesa, já que o país é todo interligado por trens) e veículos diversos. Em uma mesa neste andar, alguns salarymen trabalhavam na montagem de seus kits, depois de um dia cheio de trabalho.



Depois de dar mais uma volta pela região e observar as pessoas que saíam de seus happy hours (ou que viravam a noite em pachinkos ou entrando em hostess clubs), fechamos a noite no restaurante Isomaru Suisan, que “traz peixes de pescadores e mercados de todo o Japão, os cozinha à sua própria e inimitável maneira, e os oferece a preços razoáveis”, como dizia o cardápio. Além do ambiente agradável e da equipe simpática (o que é via de regra em estabelecimentos no Japão, como fui presenciando nos dias seguintes), o prazer de tomar uma caneca gelada da cerveja Kirin Ichiban original e de degustar gordas fatias de sashimi foi algo indescritível, para coroar a chegada ao Japão.












Na manhã seguinte, pudemos ver o lado mais pacato de Ikebukuro. Ainda falando das qualidades do distrito, ao mesmo tempo em que é um grande centro comercial, você se depara com ruas estritamente residenciais após andar algumas quadras. Encontramos até mesmo um templo, onde fizemos uma oração matinal antes de – agora sim – sair para explorar as redondezas de Shinjuku e Shibuya. Mas isso fica para os próximos posts.








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